Diretor de Consultoria da Consufor, mestre em Gestão Empresarial e especialista em Planejamento Estratégico
A produção de milho sempre apresentou significativa importância na cadeia produtiva de grãos do País, perdendo apenas para a produção de soja. A melhoria contÃnua do processo produtivo, alinhada a investimentos em novas tecnologias no campo, fez com que o volume de produção aumentasse mais de quatro vezes nos últimos 30 anos.
Além da crescente demanda interna deste produto, o Brasil exportou, em 2015, cerca de 34% da produção nacional de milho (28,8 milhões de toneladas, equivalentes a quase US$ 5 bilhões). Os principais parceiros comerciais do Brasil para este produto são Vietnã, Irã, Coreia do Sul e Japão.
Cada embarque de milho ao exterior apresenta diferentes preços negociados com o comprador. Os principais motivos para isso são: os preços pagos ao produtor, na lavoura, variam de região para região do País; o custo logÃstico do armazém até o porto de embarque é diferente em cada contrato de exportação; e também porque os preços da commodity variam de comprador para comprador, dentre outras razões.
Na Figura 2 são apresentados os preços médios ponderados de exportação de milho, por destino, entre os anos de 2011 e 2016. Não é difícil verificar que existe uma grande variação de preços, pois, em um mesmo ano, cada comprador internacional representa um preço médio ponderado distinto.
As variações entre os anos são explicadas pelas condições de mercado específicas em cada período analisado. Ao todo, mais de 90 países foram parceiros comerciais do Brasil, nos últimos cinco anos, na exportação de milho.
Analisando a Figura 2 é possível verificar que os preços médios entre os anos 2011 e 2013 apresentaram uma grande amplitude (variação entre o maior e menor valor). Entretanto, a partir de 2014 até o início de 2016 tem-se, em geral, uma situação de maior uniformidade entre os preços de exportação.
A Figura 3 resume os preços médios de exportação de milho no Brasil nos últimos cinco anos. Os números nacionais seguem a tendência mundial de redução dos preços de commodities agrícolas, desde meados de 2013. O ano de 2016 deve ser olhado com cautela, uma vez que os embarques ao exterior estão apenas começando. É esperado que, ao longo de 2016, a amplitude dos preços deva alcançar patamares próximos aos verificados em 2015.